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Ações afirmativas do Napne durante a 3ª Mostra Técnica de Feliz

Ações do Napne durante a 3ª Mostra Técnica.

A presidente do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne) do Câmpus Feliz, Paula Biegelmeier Leão, fez uma breve retrospectiva das ações desenvolvidas pelo Núcleo durante a 3ª Mostra Técnica da unidade. De acordo com a professora, foram os momentos de conscientização e sensibilização da inclusão educacional e dos direitos das pessoas com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas. No decorrer do dia 21/10, o Núcleo realizou as atividades "Outra forma de ver" e "No Câmpus de cadeira de rodas". A primeira é uma simulação na qual os participantes são temporariamente privados da visão (com o uso de vendas) e, com a ajuda dos integrantes do Napne, são conduzidos pelo Câmpus Feliz. Após a simulação, eles relataram o que sentiram durante a experiência. "Foi estranho pois, como eu estava acostumado a enxergar, embora eu soubesse onde estava, não conseguir ver me fazia sentir bastante desnorteado. Eu perguntava 'Onde estou?' praticamente a cada passo. A presença de um guia colaborou bastante, pois eu me sentia mais seguro. O piso tátil facilitou também, pois eu conseguia saber quando um corredor terminava, por exemplo", relatou um participante. "Eu fico feliz por enxergar".

A ação "No Câmpus de cadeira de rodas" simulou a perda de mobilidade das pernas e a necessidade de uso de uma cadeira de rodas para locomoção e envolveu um trajeto que inicia em uma das rampas do Câmpus e vai até a secretaria, passando pelo banheiro. Um dos participantes da experiência fez o seguinte relato: "Foi realmente muito tenso porque eu comecei já em uma parte difícil, em uma rampa muito inclinada, então foi difícil porque tive de fazer bastante força para conseguir subi-la. É complicado conduzir a cadeira, especialmente para entrar nos lugares. Por exemplo, por conta da rampa muito inclinada, não consegui entrar no banheiro sem auxílio. E, quando já estava no banheiro e quis entrar no cubículo reservado para cadeirantes, foi muito difícil por conta do número de manobras necessárias para encaixar a cadeira e poder fechar a porta. Para lavar as mãos também foi complicado, pois as pias são muito mais altas. Foi um choque perceber o quanto ainda falta para adaptar os lugares para os cadeirantes. E fiquei pensando que um dia eu poderia precisar dessas adaptações. Depois dessa experiência, meu respeito pelos cadeirantes aumentou."

O Napne também promoveu, no dia 22/10, uma palestra ministrada por dois alunos da Escola de Educação Especial Um Sorriso a Mais, Ana Luiza e Cristiano, que apresentaram um trabalho, em forma de livro, retratando a história da APAE de Feliz desde o seu início até o presente. Dentre as perguntas feitas pelos participantes aos apresentadores, destacou-se "Você gosta de sua escola?". Cristiano relatou que gosta muito da APAE, mas não gosta tanto de sua escola regular, pois se sente vítima de discriminação de alguns de seus colegas. Essa fala possibilitou que os presentes na palestra refletissem sobre como é fundamental respeitar cada pessoa, independentemente de suas particularidades.

Além disso, também no dia 22/10, a presidente do Napne ministrou a palestra "Educação para a Inclusão" para dezoito alunos de uma escola visitante. Na ocasião, realizou-se novamente a experiência "Outra forma de ver", por meio da qual se vendaram os alunos durante trechos de vídeos sobre inclusão. A atividade gerou um debate e uma reflexão sobre a importância de se romperem barreiras atitudinais.

No mesmo dia, houve apresentação do Grupo de Capoeira da Escola Renascer, de São Sebastião do Caí, composto por pessoas com deficiência e/ou necessidades educacionais específicas e coordenado pelo contramestre capoeirista Clóvis Jung, o Bonito. Eles mostraram técnicas e golpes de capoeira e convidaram pessoas da plateia a participar. Segundo Paula, além de ter sido uma atividade bastante divertida, construiu-se um novo significado, mais positivo, para aqueles não que imaginavam que uma pessoa com deficiência ou necessidade educacional específica poderia participar de um grupo de capoeira.

"Os relatos dos participantes envolvidos nas ações afirmativas desenvolvidas pelo Napne mostram que, ao se colocarem no lugar de pessoas que possuem alguma deficiência, quebra-se uma barreira atitudinal, gerando uma mudança positiva de comportamento em relação às àquelas com deficiência ou necessidade educacional específica. É assim que se inicia uma inclusão real", destaca Paula.

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